quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Air France KLM perde 1,1 milhões de passageiros e mais de 320 milhões de resultados operacionais

O Grupo Air France KLM evidenciou hoje o impacto da mais longa greve de pilotos da subsidiária francesa ao indicar que em Setembro teve uma quebra do número de passageiros transportados em 1,1 milhões e informar que estima um impacto negativo nos resultados operacionais do terceiro trimestre entre 320 milhões e 350 milhões de euros.




Mas a ‘dor de cabeça’ pode chegar aos 500 milhões de euros no ano de 2014 ao nível do EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões), pois, segundo informou, entre o início e o fim da greve dos pilotos detectou um atraso de um a dois pontos na tendência de reservas para o trimestre em curso.
A companhia admite que não pode “com precisão” imputar qual a parcela de responsabilidade por esse quadro a atribuir à greve, porque também admite que seja efeito da tendência desfavorável das reservas que tem observado desde o início do ano.
A informação está contida no balanço operacional do mês de Setembro, em que os pilotos fizera greve entre os dias 15 e 29, o qual mostra que relativamente ao mês homólogo de 2013 teve uma quebra do número de passageiros em 16,3% ou 1,115 milhões, para 5,722 milhões.
Em RPK, unidade de tráfego mais utilizada na aviação, por ponderar o número de passageiros pelas distâncias voadas, a quebra foi um pouco menos forte, em 15,9%, e até menos forte do que a redução de capacidade (em ASK = lugares x quilómetros percorridos), que foi de 16,7%, pelo que apesar do quadro que viveu teve uma subida da taxa média de ocupação dos voos em 0,8 pontos, para 86,1%.
O sector de voos de médio e curto cursos (internacionais intra-europeus e domésticos em França e na Holanda) foi o que teve as maiores quebras, com decréscimos do total de passageiros em 789 mil (-16,7%, para 3,953 milhões) e do tráfego em RPK em 17,5%.
Em voos de longo curso, as quebras foram de 15,5% em número de passageiros (menos 326 mil, para 1,769 milhões) e de 15,5% em RPK.
Em ambos os casos, porém, o grupo teve subidas da taxa de ocupação dos voos em 0,8 pontos, para 79,7% no médio e curto cursos e para 87,9% no longo curso, porque as reduções de capacidade foram mais fortes, respectivamente em 18,3% e em 16,3%.
O sector Américas foi nos voos de longo curso o que teve as maiores quebras, com -16,6% ou menos 154 mil passageiros, para 769 mil, e -16,6% em RPK, com o qual a taxa de ocupação média baixou 1,2 pontos, para 89,8%, porque a redução de capacidade foi de 155%.
Já no sector Caraíbas e Oceano Índico a taxa de ocupação subiu 7,1 pontos, para 83%, porque para uma redução da capacidade em 17,7% a quebra do tráfego em RPK foi de 10,2%, com -11,8% ou menos 26 mil passageiros embarcados, para 190 mil.
Com a evolução verificada em Setembro, o grupo Air France KLM tem nos primeiros nove meses um decréscimo do número de passageiros em 0,2% ou 133 mil, para 58,355 milhões, embora em RPK o tráfego ainda apresente um ligeiro crescimento em 0,4%, com o qual, face a uma redução da capacidade em 0,7%, a taxa média de ocupação dos voos sobe 0,9 pontos, para 85,2%.
Esta redução de capacidade vem essencialmente os voos internacionais intra-europeus e domésticos, onde o grupo fez uma redução de 3,2%, com a qual a taxa de ocupação sobe dois pontos, para 79%, apesar do tráfego em RPK baixar 0,7%, com um decréscimo em número de passageiros em 0,6% ou 246 mil, para 36,649 milhões.
Em voos de longo curso, também há uma redução de capacidade face aos primeiros nove meses de 2013, mas de apenas 0,1%, apesar da qual o tráfego em RPK sobe 0,6%, com +0,6% em número de passageiros (mais 112 mil, para 18,705 milhões), e a taxa de ocupação média dos voos sobe 0,6 pontos, para 86,8%.


presstur

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