quarta-feira, 27 de maio de 2015

TAP: novo dono pode ser anunciado a 11 de junho


Governo quer propostas finais até ao fim da próxima semana e o ministro da Economia já disse que espera ver o assunto discutido em Conselho de Ministros durante a primeira quinzena de junho

O próximo dono da TAP pode ser anunciado no Conselho de Ministros de 11 de junho. A TVI sabe que o Governo impôs uma regra aos dois candidatos: as propostas finais têm de ser entregues até ao final da próxima semana. 
  
German Efromovich e David Neeleman já estão em pleno processo de negociação com o Governo, a TAP e a Parpublica. Ao que a TVI apurou, as propostas definitivas tem se ser entregues ate ao dia 5 de junho, ou seja, o final da próxima semana. Uma regra de ouro que explica a confiança do ministro da Economia, que espera ver o tema discutido em Conselho de Ministros durante a primeira quinzena de junho. Ora, 11 de junho seria a data desse conselho de ministros. Até lá o Governo terá quase uma semana para poder avaliar os dois candidatos.  

 Nas propostas iniciais, German Efromovich, dono da Avianca, oferecia 250 milhões de euros e 12 aviões para renovar a frota da TAP. 
 Já David Neeleman, patrão da brasileira Azul, prometia um investimento de 350 milhões de euros e mais de 50 novos aparelhos. 
 Se o contrato ficar assinado antes do prazo previsto, que era o dia 30, o Executivo ganha algum tempo para esperar pela luz verde dos reguladores nacionais e europeus. 

Mas ainda assim pode não ser suficiente: nas privatizações mais recentes de companhias aéreas, a Comissão Europeia demorou em média quatro meses a tomar uma decisão. A confirmar-se a tendência, o processo não estaria fechado antes das eleições e o PS já disse e repetiu que, se for Governo, impede a privatização.

Compra da irlandesa Aer Lingus pela dona da British Airways avança

O governo irlandês deu o sim à venda da sua posição à operação IAG, o que levou ao lançamento da OPA por quase 1,4 mil milhões de euros.
O governo irlandês aceitou a venda da sua participação de 25% na companhia aérea Aer Lingus à International Airlines Group IAG, dona da British Airways e da Iberia. A oferta pública de aquisição está avaliada até perto de 1,4 mil milhões de euros.

O negócio não é novo mas foi esta terça-feira que teve um aval irlandês. "O Governo decidiu que vai apoiar a proposta da IAG", segundo um comunicado, citado pela Bloomberg, assinado pelo ministro irlandês dos Transportes, Paschal Donohoe.

Com a aprovação, foi já emitido um outro comunicado, através do site do regulador do mercado de capitais espanhol, por parte da IAG, indicando que vai avançar com uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade do capital da Aer Lingus.

A oferta é de 2,50 euros por acção, acrescentando de um dividendo de 5 cêntimos a 29 de Maio para os accionistas que tinham títulos a 1 de Maio. As acções da empresa irlandesa terminaram a sessão anterior a negociar nos 2,39 euros.

No seu comunicado, o grupo que detém a British Airways refere que a empresa irlandesa vai continuar a operar com a sua própria marca e que vai permitir criar uma posição mais forte para os voos transatlânticos.

Entretanto, o grupo também teve de acordar com Dublin, como contrapartida da operação, manter empregos e as ligações aéreas de e para o aeroporto londrino de Heathrow. Segundo o Financial Times, estão prometidos 150 novos postos de trabalho até ao final do ano. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Portugal negocia com Efromovich e Neeleman para venda da TAP


Lisboa - O governo português decidiu avançar para uma fase de negociações diretas com dois dos três candidatos iniciais à compra de 61 por cento da endividada companhia aérea TAP, disse o ministro da Presidência do Conselho de Ministros (CM) português, Luís Marques Guedes.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou que foi decidido que as negociações começarão com a holding DGN, do americano-brasileiro David Neeleman, fundador da brasileira Azul e da norte-americana JetBlue , e com o grupo de Germán Efromovich, dono da latino-americana Avianca .
Monteiro explicou que o governo português excluiu a proposta da Quifel, a holding pessoal do empresário português Pais do Amaral, dado que esta não cumpriu os requisitos legais para ser considerada vinculativa.
"A negociação decorrerá no prazo que for necessário, não há nenhum prazo estabelecido previamente", disse o secretário de Estado a jornalistas.
"Temos finalmente um processo competitivo na privatização da TAP. Apesar da empresa enfrentar muitas dificuldades, estamos muito seguros do caminho que estamos seguindo", afirmou.
O governo tem dito que a privatização poderia ser finalizada até ao fim de junho, mas não há um prazo fixo.
A privatização, conduzida pelo governo de centro-direita em um momento em que Portugal está a cinco meses das eleições legislativas, está sendo fortemente criticada pelo maior partido da oposição, o Partido Socialista.
O governo tem realçado que a TAP, com uma dívida de 1 bilhão de euros e patrimônio negativo superior a 500 milhões de euros, tem urgentemente que se recapitalizar, mas o Estado não está em condições de fazer isso, estando impedido pela legislação da União Europeia.
A reta final de privatização da TAP ficou marcada por uma recente greve de pilotos que durou 10 dias e provocou um rombo adicional de 35 milhões de euros nas contas da empresa.
Esta é a segunda tentativa de privatização da TAP. Em 2012, o poder Executivo português recusou a única proposta de compra, feita pela Synergy, de Efromovich.
Em novembro de 2014, o governo português decidiu relançar o processo de privatização, para vender 66 por cento da TAP, ao passo que o Estado permaneceria com os 34 por cento remanescentes, que é uma minoria de bloqueio.
Portugal reservou uma parcela de 61 por cento para um ou mais investidores privados e um lote de 5 por cento ficou reservado aos trabalhadores da empresa. Os pilotos, porém, cobram fatia de até 20 por cento.

Lisboa tem ainda uma opção de venda dos 34 por cento restantes, que poderão ser vendidos dois anos após a privatização.
Fonte: Exame

Azul e Embraer assinam pedido firme para até 50 E-Jets E2


São José dos Campos - SP, 21 de maio de 2015 – A Embraer S.A. e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. chegaram a um acordo final para a venda firme de 30 jatos E195-E2. O contrato, anunciado como Carta de Intenções (Letter of Intent - LOI) durante a edição 2014 da Feira Internacional de Farnborough, em julho do ano passado, também contempla direitos de compra para 20 jatos adicionais do mesmo modelo, elevando o potencial da encomenda total para até 50 aviões E195-E2.

“Em nome dos 19 mil funcionários da Embraer, agradeço à Azul por nos ter escolhido, uma vez mais, a participar do desenvolvimento da empresa, que nasceu e cresceu com o E-Jets no mercado brasileiro”, diz Paulo César Silva, Presidente & CEO, Embraer Aviação Comercial. “Este novo contrato é uma demonstração de confiança no programa dos E-Jets E2, que segue a trilha de sucesso comercial da geração atual. Por isso continuamos investindo para atender à demanda das companhias aéreas por uma geração de aeronaves ainda mais eficientes.”       

O contrato para os E-Jets E2 tem valor estimado de USD 3,2 bilhões pelo atual preço de lista da Embraer, caso todos os direitos de compra também sejam excercidos. Os pedidos firmes serão adicionados à carteira de pedidos (backlog) da Embraer do segundo trimestre de 2015. A primeira entrega está prevista para o segundo trimestre de 2020. 

“A parceria com a Embraer, desde a fundação da Azul, foi decisiva para consolidarmos nosso plano de negócios e assim crescer no mercado de aviação doméstico. Ao escolher aviões construídos e desenvolvidos no País, a Azul contribui para a manutenção e geração de empregos, assim como para o desenvolvimento da economia brasileira”, afirma David Neeleman, CEO da Azul. “O E2 será o avião mais avançado em sua categoria, conferindo uma economia de combustível acima de 20% em relação ao atual modelo. Isso será fundamental para mantermos nossas tarifas competitivas e crescermos no mercado doméstico.”

Atualmente, a companhia aérea brasileira tem um total de 82 E-Jets em operação e mais seis pedidos em carteira. A empresa opera a maior frota de jatos E195 no mundo. Com esta encomenda da Azul, o backlog dos E-Jets E2 alcança 242 pedidos firmes, além de 348 opções e direitos de compra.  

A primeira entrega de um E-Jet E2 (o E190-E2) está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2, em 2020. O programa E-Jets E2 reforça o comprometimento da Embraer em investir continuamente na linha de jatos comerciais da Empresa e manter sua liderança de mercado no segmento de 70 a 130 assentos. Os E-Jets E2 da Embraer terão motores de última geração de alto desempenho da Pratt & Whitney PurePowerTM Geared Turbofan (PW1700G no E175-E2 e PW1900G no E190-E2 e E195-E2) que, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas, resultarão em melhorias significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.