quarta-feira, 25 de novembro de 2015

TAP vende terrenos junto ao aeroporto

Após a conclusão da privatização do grupo TAP, os novos acionistas - David Neeleman e Humberto Pedrosa - arrancam, agora, com medidas de reestruturação da empresa, por forma a reduzir o passivo e racionalizar os ativos do grupo. Para já, está em marcha a venda dos terrenos que a TAP detém junto ao aeroporto. Ao que o JN/Dinheiro Vivo apurou, os contactos para a alienação destes terrenos já começaram. A TAP não comenta. Na lista de interessados estará a francesa Vinci, dona da ANA, que é o candidato mais natural à aquisição.
O "reduto TAP" faz parte do património da companhia aérea deste 1989, quando um decreto-lei assinado por Cavaco Silva, à data primeiro-ministro, e promulgado por Mário Soares, presidente da República, desanexou estes 22,45 hectares do domínio público aeroportuário.
A Parpública dava conta, no final do primeiro semestre de 2014 - quando detinha a totalidade do capital da companhia aérea -, que esta área estava avaliada em 146 milhões de euros, valores líquidos.
Ao que foi possível apurar, a administração da transportadora já iniciou as primeiras reuniões para tentar fechar o negócio da venda dos terrenos e que, a concretizar-se, poderá obrigar a uma mudança da sede da TAP. Em causa não estará, no entanto, o incumprimento de um dos deveres dos novos acionistas, que é o de manter a sede da empresa em Lisboa.
A Vinci, que detém a concessão da gestora aeroportuária ANA durante 50 anos, poderá estar na lista de interessados nesta fatia de terrenos. Ao que o JN/Dinheiro Vivo apurou, a dona da gestora aeroportuária nacional ter-se-á já reunido com a TAP para abordar o tema.
O espaço interessa à Vinci, diz fonte contactada pelo JN/Dinheiro Vivo, por duas razões: primeiro, porque a sua aquisição permitirá uma extensão do aeroporto da Portela. "A compra dos terrenos pela ANA evita a construção de um novo aeroporto por mais alguns anos", lembrou fonte contactada, admitindo que "dá para pelo menos oito aeronaves, mas se se optar por um parqueamento diagonal, como acontece no aeroporto Sá Carneiro, o espaço poderá ser ainda mais rentabilizado".

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