segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Quota de mercado da TAP em Lisboa fica pela 1ª vez abaixo dos 50%

A TAP, companhia dominante no Aeroporto de Lisboa, ficou em Novembro, pela primeira vez, abaixo dos 50% dos passageiros de voos comerciais na Portela, embora, curiosamente, tenha registado o maior aumento de passageiros de todas as companhias, o que já não acontecia desde Outubro de 2014.



Dados de tráfego no Aeroporto de Lisboa a que o PressTUR teve acesso indicam que teve 1.422.730 passageiros de voos comerciais, +11,9% ou mais 151.605 que no mês homólogo de 2014. 

A maior companhia aérea manteve-se a TAP, mas pela primeira vez com menos de metade, pois somou 707.383, o que equivale a 49,7% do total. 
A TAP, porém, com um aumento em 9,1%, teve mais 59.178 passageiros que em Novembro de 2014 o que significa que teve o maior aumento em valor absoluto, ultrapassando a Ryanair, que é a companhia que mais cresce este ano no Aeroporto de Lisboa, mas que em Novembro teve um aumento em 54.848 (+38,1%, para 198.983). 
A maior subida na TAP tem, no entanto, que ser ‘temperada’ pelo facto de Novembro de 2014 ter sido o início de um ano de muitos problemas para a TAP, desde greves, irregularidades operacionais e privatização, com a primeira queda do movimento de passageiros em muitos meses (-4,5% ou menos 30.395). 
Daí, aliás, que enquanto o Aeroporto de Lisboa tem um aumento de passageiros em 27,8% ou 309.833 entre Novembro deste ano e o mês homólogo de 2013, o crescimento da TAP nesse período, apesar do aumento este ano, fica em 4,2% ou 28.783. 
Daí que a quota da TAP tenha ficado abaixo dos 50%, passando de 61% em Novembro de 2013 para 51% em Novembro de 2014 e 49,7% em Novembro deste ano. 
A queda da quota de mercado da TAP, porém, era expectável, em resultado do aumento da concorrência e a única surpresa é que se mantenha tão elevada, sem paralelo nas companhias europeias de rede ou antigas companhias de bandeira nos respectivos hubs. 
E os dados do Aeroporto de Lisboa coligidos pelo PressTUR o que evidenciam é que a queda da quota da TAP reflecte o aumento da concorrência, mas também é consequência do ano atribulado que a companhia viveu, com greves, problemas operacionais e privatização. 
Nos primeiros dez meses de 2014 a companhia, apesar dos problemas operacionais nesse Verão, estava com um aumento de passageiros em 9,4% ou quase 760 mil. 
De Novembro em diante a tendência de evolução da TAP em Lisboa alterou-se radicalmente, com quedas de passageiros consecutivas em Novembro (-4,5% ou menos 30,4 mil) e Dezembro (-1,3% ou menos 9,6 mil), que reflectiram a convocação de greves pelo sindicato dos tripulantes de cabina (a 30 de Outubro, 1 de Novembro, 30 de Novembro e 2 de Dezembro), a que se seguiu a convocação, por vários sindicatos, de uma greve para o período entre o Natal e o Ano Novo (de 27 a 30 de Dezembro), a que o Governo reagiu com a requisição civil na companhia. 
A greve acabou por não ocorrer, mas para a TAP também não houve mais crescimentos como tiveram até Outubro de 2014, a não ser precisamente este Novembro. 

Pressetur

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