sábado, 12 de novembro de 2016

Empresa encolhe largura de assentos de avião para caber mais 52 passageiros


A companhia aérea British Airways está preparando uma mudança na configuração de seus aviões. A empresa pretende incluir 52 assentos em parte dos Boeing 777 de sua frota para voos de longa distância. Com isso, o número total de poltronas passará de 280 para 332.
Atualmente, a configuração de assentos é a 3-3-3: são três poltronas do lado esquerdo, três no centro e três do lado direito. Com a alteração, passará para 3-4-3, com quatro assentos no centro.
A alteração poderá incluir aviões que voam para o Brasil, uma vez que os modelos 777-200 atualmente têm entre seus destinos o Rio de Janeiro e São Paulo.
O novo desenho começará a ser implantado em aviões que voam a partir do aeroporto de Gatwick, em Londres; na sequência serão feitas alterações em modelos que voam do aeroporto de Heathrow, também em Londres, de onde partem os voos rumo ao Brasil.
Segundo o jornal “The Independent”, do Reino Unido, a mudança, prevista para ser colocada em prática a partir de 2018, deve reduzir a largura das poltronas. Curiosamente, no ano passado a aérea anunciou um aumento no tamanho das poltronas de sua frota de Boeing 787 Dreamliner em pouco mais de 1 centímetro, em resposta a várias queixas dos clientes.
Executiva encolhe e econômica cresce
Uma ilustração do Boeing 777 apresentada pela IAG, empresa que comanda a British Airways, em um evento para investidores na última semana, indica que o número de assentos na classe executiva vai diminuir dos atuais 40 para 32.
A quantidade de poltronas na classe econômica premium, que tem assentos mais amplos e maior espaço entre os assentos, deve passar de 24 para 48 (com a observação de que a configuração na premium é 2-4-2). Na econômica, as atuais 216 poltronas chegarão a 252.
Consolo?
No anúncio, o diretor-executivo da IAG, Willie Walsh, disse que a alteração “responde a uma oportunidade de mercado”, informou o “Independent”. Segundo ele, a nova configuração permitirá que a companhia “reduza o custo médio por assento, cobre um preço mais baixo e estimule a demanda”.
Em comunicado, a empresa afirma que está atualizando os modelos 777 para atender a um aumento de procura e para “ficar em linha” com os concorrentes. “Como parte da atualização, também vamos implementar novos sistemas de entretenimento, com telas maiores”.
Airbus
No final dos anos 90, a aérea manteve uma pequena frota de modelos 777 com configuração 3-4-3. Os aviões eram usados em voos do aeroporto de Gatwick com destino a Flórida (EUA) e Caribe. Em 2002 as aeronaves voltaram a ter a configuração 3-3-3, seguindo o restante da frota, de acordo com o “Independent”.
A companhia agora também planeja mudanças em sua frota de aviões Airbus usada em voos de curta distância a partir do aeroporto de Heathrow. Já no ano que vem, os modelos A320, que hoje têm 168 assentos, passarão a ter 180. No ano seguinte, os A321, hoje com 205 poltronas, passarão a 218. São aviões menores, com um único corredor e três assentos de cada lado.
Tendência
A British Airways segue o que já se mostrou uma tendência entre as companhias aéreas. No início deste ano, a United Airlines confirmou que alteraria 19 aeronaves usadas em voos domésticos para o desenho 3-4-3. Os aviões do mesmo modelo usados em rotas internacionais continuariam com o desenho 3-3-3.
No ano passado, a Qatar Airways informou que adotaria o desenho 3-4-3 em sua frota de Boeing 777-300ER. American Airlines, Emirates, KLM, Air France e Air New Zealand são outras aéreas que têm pelo menos alguns 777s com a configuração 3-4-3.
Brasileiras
No Brasil, a Latam conta com Boeing 777 em sua frota na configuração 3-4-3. A Azul utiliza o Airbus A330 em voos internacionais de longa distância. Na classe econômica, a configuração de assentos da aeronave é a 2-4-2.
Gol e Avianca têm aviões menores em suas frotas. A Gol conta com Boeings 737-800 e 737-700 com duas fileiras e 3 poltronas de cada lado. A Avianca tem Airbus em sua frota para voos domésticos, também na configuração 3-3.
Consultadas, as quatro aéreas brasileiras negaram terem planos para alterar o desenho das fileiras de assentos em seus aviões.
fonte: Uol economia 

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