quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ETIHAD ‘FECHA A TORNEIRA DO DINHEIRO’ E AIR BERLIN ENTRA EM PROCESSO DE INSOLVÊNCIA

Lufthansa vai ficar com ‘partes’ da antiga rival

A Air Berlin, que se apresentava como a segunda maior companhia aérea alemã, declarou hoje ter-se colocado em processo de insolvência na sequência da comunicação pelo seu accionista de referência, a Etihad, do Abu Dhabi, de que não a iria continuar a financiar.
A comunicação da Etihad diz que os seus voos continuarão a operar, ao que as agências de notícias internacionais avançam graças a um financiamento de 150 milhões de euros por parte do governo alemão.
"Não haverá uma transferência da totalidade da Air Berlin para a Lufthansa, há partes do negócio que irão para a Lufthansa e há interessados em outras partes do negócio, pelo que não esperamos dificuldades com cartelização", declarou o ministro alemão dos Transportes, Alexander Dobrindt, ao explicar a acção do executivo.
"A Etihad notificou a Air berlin do facto de que não lhe providenciará qualquer suporte financeiro adicional", foi assim que a Air Berlin explicou porque avançou para o pedido de insolvência, enquanto a companhia do Abu Dhabi dizia que a situação na empresa alemã se tinha "deteriorado a um rimo sem precedentes, impedindo-a de superar os seus significativos desafios e de implementar soluções estratégicas alternativas".
O pedido de insolvência da Air Berlin é o segundo de uma grande companhia aérea europeia em menos de quatro meses, depois da Alitalia, que de novo avançou para a insolvência em 2 de Maio, a qual também pertencia ao que foi baptizado de Etihad Airways Partners, referindo-se à ‘colecção' de participações minoritárias que a Etihad formou sob a liderança do entretanto afastado CEO James Hogan.
As notícias das agêncas internacionais referem que o último financiamento da Etihad à Air Berlin, na qual tinha uma participação de 29% desde 2012, ascendeu a 250 milhões de euros em Abril último, acrescentando que, porém, a companhia alemã acumulou mais de 2,7 mil milhões de prejuízos nos últimos seis anos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário