Paris
- O principal sindicato de pilotos aéreos da França cancelou planos para uma greve de um mês nesta sexta-feira, horas antes da previsão de
início das paralisações, dizendo que havia assegurado a garantia de que as
companhias aéreas não poderiam recrutar pilotos de outros países para causar um
curto-circuito nas ações.
O sindicato SNPL anunciou sua decisão na véspera do que a Air
France-KLM tinha denunciado como um "insolente" plano de protesto
trabalhista, que envolveria paralisações de várias horas todos os dias, de 3 a 30 de maio.
Os pilotos da Air
France disseram que partiram para a ofensiva depois de a EasyJet, outra
companhia aérea, ter recrutado pilotos substitutos de outros países, valendo-se
de uma lei que exige aviso prévio de 48 horas para uma greve.
Yves Deshayes,
chefe do sindicato SNPL, disse que o ministro dos Transportes, Frederic
Cuvillier, tinha assegurado aos pilotos de que a lei sobre aviso prévio para
paralisações havia sido concebida para ajudar as companhias aéreas a notificar
os passageiros, mas não para permitir que trouxessem pilotos de outros lugares
como substitutos.
"A resposta
para o nosso caso é satisfatória", disse Deshayes em entrevista coletiva
no aeroporto Charles de Gaulle, ao norte de Paris.

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