Para Gol, reajuste de tarifa depende de patamar cambial
Companhia informou que irá esperar a estabilização do câmbio em algum patamar para decidir sobre um aumento de preço das passagens

Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira das Empresas
Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, não descartou novos aumentos de passagens,
caso o dólar continue a se valorizar ante o real. De acordo com a entidade,
entre 55% e 57% da atividade aérea é dolarizada, sobretudo por conta dos custos
com o combustível e o leasing de aeronaves. Segundo Sanovicz, com o dólar a R$
2,30, acendeu-se uma luz vermelha do setor e a tarifa média cobrada dos
passageiros subiu 4% nos últimos 40 dias.
Kakinoff também
reclamou do descompasso entre o preço da querosene de aviação no Brasil e em
outros mercados. A Abear entregou nesta tarde ao governo uma lista de pedidos
para dar competitividade ao setor, incluindo uma nova fórmula para o preço da
querosene.
Segundo Kakinoff,
o alto custo do combustível no País é uma "deficiência competitiva"
que impede a recuperação das companhias aéreas em um cenário de câmbio em
elevação. "Nossa querosene tem um custo de 30% a 40% maior do que o
verificado em países com quantidade de passageiros semelhante ao Brasil. Por
outro lado, nossa tarifa média é de US$ 100, uma das mais baixas entre esse
grupo de países."
O ministro da
Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, afirmou mais cedo "ver
com dificuldade" o pleito por uma nova fórmula de cálculo do preço da
querosene, que depende da Petrobras. "Acho difícil que se avance nessa
área", considerou.
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